Indicador tem que ter meta?

GoalNa verdade, não! Na prática, temos três situações e só em uma temos efetivamente uma meta:

  • A mais comum é que o indicador forneça o nível de desempenho de um processo que queremos melhorar. Nesse caso, o indicador deve ter uma meta que representa o resultado desejado em um momento futuro e um Plano de Ações visando a melhoria.
  • Outra situação, menos desejável, ocorre quando ainda não há um histórico que permita estabelecer uma meta, mas se deseja monitorar um processo. Nesse caso, o indicador permite observar a tendência de estabilidade, piora ou melhoria. Mas, se depois de alguns ciclos de análise ainda não foi estabelecida uma meta ou um limite ou faixa de controle, possivelmente não se trata de um indicador.
  • Uma terceira situação acontece quando o processo está estável ou sob controle e isso é considerado satisfatório. Nesse caso, o resultado é periodicamente comparado com valores de referência. Apenas nos casos em que o resultado do indicador extrapola os limites especificados há necessidade de alguma ação. Por exemplo, se o indicador de inadimplência está em 1,7% e a empresa tem com limite máximo 2,0%. Assim, embora deva ser feito o acompanhamento mensal, só será tomada ação se a inadimplência chegar a 2%. É diferente se a gerência estabelecer um limite (meta) de 1,5% no máximo. Nesse caso, voltamos à primeira situação, em que se deve fazer um Plano de Ação, por exemplo incluindo regras mais restritivas para a concessão de crédito, visando reduzir a inadimplência.

E então? Qual é a situação mais comum em tua organização?

Eficiência ou eficácia? Uma dúvida frequente.

eficácia e eficiência

Eficácia se refere ao resultado desejado. Por exemplo, se fazemos 4 visitas de venda e conseguimos realizar 3 negócios, então temos uma eficácia de 75%.

Eficiência está relacionada ao bom aproveitamento dos recursos. Se fazemos 2 camisetas com 1 metro quadrado de tecido, podemos afirmar que temos uma eficiência de 2 camisetas/m2 de tecido. Este conceito pode ser usado para o consumo de água, de energia, etc. Portanto, produtividade é uma medida de eficiência.

Geralmente no nível gerencial a prioridade é medir a eficácia e no operacional a eficiência.

Outro exemplo, com foco no treinamento ou ensino: Cumprir o programa (horas) de treinamento é eficiência, enquanto elevar a nota final, que indica aprendizado, é eficácia.

Segurança ainda não é prioridade

Segurança2

Em 2015, a Taxa de Frequência de Acidentes com Afastamento (TFCA) média das empresas paranaenses foi de 8,32 acidentados por milhão de horas trabalhadas. Este valor é semelhando aos dos anos anteriores, mas corresponde a um patamar inaceitável pelo custo social e humano que representa.

O lado positivo é que a meta de “acidente zero” foi alcançada por 28% das organizações da amostra. Mas, para a maioria das empresas, um bom referencial para benchmarking seria um máximo de 2,00 acidentados por milhão de horas trabalhadas, resultado obtido por 40% das empresas do levantamento.

Fonte:

Bachmann & Associados & ABRH-PR. Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos 2016: Dados de 2015. Curitiba. 2016.