As leis da simplicidade: vida, negócios, tecnologia, design.

Comentários sobre o livro

O autor, seguindo o prometido no título do livro, apresenta o que chama de “as 10 leis da simplicidade”, apresentadas por palavras chave como: reduza, organize, tempo, aprenda, diferenças, contexto, emoção, confiança, falha e “The one”. Na descrição de algumas das orientações são usados acrônimos, para facilitar a memorização das regras sugeridas.

Entretanto, no conjunto, o livro decepciona. Repete exemplos e histórias típicas de palestrantes da moda, sem oferecer uma orientação mais prática ou objetiva. Um pequeno artigo, com a listinha de regras e algumas considerações, teria sido mais interessante e útil. Seria, portanto, a opção correta se o autor seguisse suas próprias lições.

O livro

Maeda, John. As leis da simplicidade – Vida, negócios, tecnologia, design. Ed. Conceito.

Beautiful Evidence – Comentários sobre o livro

Capa do livro Beautiful Evidence

Edward Tufte é um estatístico famoso pelos trabalhos relacionados à visualização dos dados. Neste livro, de 2006, ele analisa alguns documentos, mapas, fotos, obras de arte, livros antigos – um de Galileu e outro de Newton – e até manuais policiais e relatórios de investigação de acidentes da NASA, em relação à capacidade de comunicar informações, tomando por base os Princípios do Design Analítico.

Os Princípios do Design Analítico são:

  1. Mostre comparações, contrastes e diferenças.
  2. Causas, mecanismos, estruturas e explicações.
  3. Análise multivariada.
  4. Completa integração de palavras, números, imagens e diagramas. As tabelas com números devem estar integradas ao corpo do relatório e não colocadas com anexos. Tabelas, gráficos e imagens devem estar acompanhados de textos explicativos.
  5. Documentação. Inclui as informações de autor, fontes dos dados, escalas, etc. que dão credibilidade às informações apresentadas. Ele recomenda que os trabalhos, ou as partes deles, tenham os autores identificados; não são empresas ou departamentos que produzem as coisas. Os créditos dão responsabilidade e facilitam os esclarecimentos.
  6. O mais importante é a qualidade, relevância e integridade do conteúdo. Para atender esse requisito devemos responder quais são as tarefas de raciocínio que o conteúdo se propõe a ajudar

Ele mostra exemplos de situações em que uma mesma imagem é repetida em diversas páginas de um livro, para que o leitor tenha acesso ao texto e a imagem ao mesmo tempo, facilitando o entendimento. Uma prática que ele recomenda.

Ele enfatiza que “rótulos” são dados e, portanto, podem ser úteis na área de dados de um gráfico ou figura. Mas, para evitar que a poluição atrapalhe a observação dos pontos ou das curvas de dados, pode-se destacar os pontos ou a curva com uma cor mais chamativa. Uma técnica bem sucedida nos mapas cartográficos.

Ele brinca que, ao consumirmos informações, devemos manter a mente aberta, mas não uma cabeça vazia. Também dedica um capítulo inteiro às apresentações, mostrando as inconveniências dos slides e oferecendo orientações. Ele enfatiza que apresentações Power Point não devem substituir relatórios técnicos convencionais, onde as relações de causa e efeito e as explicações são mais claras.

Os estudos controlados são prospectivos: uma possível rejeição causa-efeito é identificada, uma intervenção feita, resultados futuros observados. Em contraste, as evidências de muitos fenômenos – clima, política, geologia, economia, história da arte, negócios – vêm em grande parte de observações retrospectivas e não experimentais. Em tais estudos posteriores, pesquisadores e apresentadores têm muitas oportunidades de decidir o que conta como evidência relevante, que também são oportunidades excelentes para escolher a dedo o que é conveniente.

Listas apresentam apenas três relações lógicas:

  • Temporal (primeira, segunda, etc.)
  • Importância (mais importante, segunda mais importante, etc.)
  • Itens relacionados de algum modo; mas não especifica como.

As análises de indicadores estão, de algum modo, associadas às relações de causa e efeito.

Os princípios do design analítico derivam dos princípios do pensamento analítico. – Edward Tufte

O livro

Tufte, Edward R. Beautiful Evidence. Graphic Press LLC. USA. 2006.

Tom Peters Seminar – Crazy times call for crazy organizations

Comentários sobre o livro

Levando ao extremo o momento em que vivemos e que exige das organizações versatilidade e flexibilidade, Tom Peters, com o espírito revolucionário que o caracteriza tão bem, faz uma analogia entre como deveriam ser os organogramas das empresas e a famosa pintura “Autumn Rhythm“, do Jackson Pollock.

Mas o recado não é de buscar desorganização, apenas não deixar que o formal se superponha à necessidade de flexibilidade e liberdade para fazer as coisas acontecerem. Assim, ele ajuda a lembrar que o organograma não é a organização, mas uma ferramenta de gestão que deve ser usada e alterada para atender à missão.

O livro

PETERS, Thomas J. The Tom Peters Seminar: crazy times call for crazy organizations. 1ª ed. New York: Vintage Books, 1994. 

Microstyle – The Art of Writing Little

Comentários sobre o livro

Escrito por Christopher Johnson, um linguista que trabalhou na Lexicon Branding, empresa que criou marcas como Pentium e Blackberry, orienta sobre como escrever textos curtos, objetivos e poderosos na comunicação de ideias. Para isso, criou o conceito do estilomicro (microstyle), que se refere às mensagens curtas, de apenas uma palavra, uma frase ou uma ou duas sentenças curtas.

O autor reconhece a mudança na comunicação do dia a dia, em que as redes sociais mudaram a forma de relacionamento e de troca de ideias. Agora prevalecem os textos curtos, não apenas no Twitter, que impôs o limite de comunicar ideias com menos de 140 caracteres, mas também no Facebook, no WhatsApp e em outros recursos modernos.

Segundo ele, a interação entre mensagem, mente e contexto é que faz o significado acontecer. Assim, o redator deve levar em conta todos esses aspectos. Para apresentar a estratégia do chamado microestilo, o livro conta com quatro seções: Significado, som, estrutura e contexto social.

Uma das melhores maneiras de tornar uma mensagem envolvente é fazer com que o seu leitor viva, não apenas pense no que é escrito. Afinal, vivemos situações. Para isso, uma técnica que ele recomenda é descrever uma situação em detalhes, ao invés de apenas contar. Por exemplo, não dizer apenas que o dia estava bonito, mas descrever a presença do sol, de árvores, flores, etc. para que o leitor conclua que o dia era bonito. Naturalmente, essa técnica – útil na escrita em geral, não se aplica diretamente nos microtextos.

Mas, para quem espera orientações objetivas e operacionais, o livro é decepcionante. Vários exemplos, especialmente slogans de empresas, são repetidos e outros exigem alguma cultura americana para o correto entendimento.

Não espere para breve uma tradução do livro, pois é um desafio e tanto. Muitos exemplos se referem a produtos e situações típicas americanas. Pior, vários exemplos relacionados ao uso de sons são apresentados por meio de palavras em inglês, tornando a tradução do texto uma tarefa hercúlea.

Leia um trecho selecionado

How do you pack a lot of meaning into a little message? You don’t. That’s the first lesson of microstyle. A message isn’t a treasure chest full of meaning. It’s more like a key that opens doors. A message starts a mental journey, and meaning is the destination. A successful message sends people in the right direction but allows them to use their wits and the cues provided by context to get there. Keeping this in mind makes you think about how your message fits into a larger picture and points to ideas without expressing them directly. The interaction of message, mind, and context makes meaning happen”.

O livro

Johnson, Christopher. Microstyle; The art of writing little. W. W. Norton & Company. New York. 1 Ed. 2011. (Em inglês)

60 Dias em Harvard – Comentários sobre o livro

O autor, Allan Costa – bastante conhecido dos paranaenses por ter sido superintendente do SEBRAE/PR e diretor presidente do CELEPAR – descreve sua experiência de 60 dias em um programa intensivo de educação executiva voltado a profissionais que ocupam cargos de alta gerência (presidência, diretoria) em grandes organizações, na mais famosa universidade do mundo na área de gestão.

O programa adota como metodologia o estudo de casos e uma das coisas mais interessantes do livro são os resumos feitos pelo autor da maioria dos casos estudados, enriquecidos com bem-humoradas opiniões pessoais.

Ele também comenta sobre alguns professores, como Kaplan, Porter e outros bastante famosos.

Uma leitura útil e agradável para gestores e para quem já fez ou deseja fazer um MBA. Particularmente interessante para quem, como eu, já fez um MBA baseado em estudo de casos (COPPEAD). Recomendo.

O livro: Costa, Allan. 60 dias em Harvard. eBook Kindle. Amazon 2017.

Serviço: O livro está disponível nas versões impressa e para download em https://www.amazon.com.br/60-Dias-Harvard-ALLAN-COSTA/dp/8558490619

The Pyramid Principle

Comentários e um pequeno resumo do livro

O livro, um clássico sobre a escrita de relatórios técnicos, foi escrito para orientar os novos profissionais da McKinsey na escrita de relatórios técnicos claros e convincentes.

Boa parte do texto ensina a analisar e resolver problemas, pois a autora percebeu que a pouca de clareza dos textos decorre, muitas vezes, da falta de compreensão sobre aquilo que o redator está escrevendo.

O livro é antigo, escrito na década de 70, tornando algumas considerações desatualizadas; mas isso não chega a tirar o mérito naquilo que a autora se propõe a fazer.

Seguem alguns conceitos apresentados no livro:

O fundamento, que dá título ao livro é o Princípio da Pirâmide – Os conteúdos devem ser apresentados da mensagem principal para as ideias que a suportam, em níveis que seguem do geral para o específico; daí a analogia com uma pirâmide.

A intenção é apresentar ideias e conclusões que se sustentam pela consistência e raciocínio, usando uma estrutura lógica (vertical e horizontal) e hierárquica, o que implica começar pelo resultado e esclarecer em seguida como ele foi obtido.

Uma ideia é uma declaração que levanta uma questão na mente do leitor porque conta alguma coisa que ele não sabe.

Ideias em qualquer nível devem sumarizar as ideias dos níveis inferiores.

As ideias devem ser agrupadas, para facilidade de interpretação do leitor, e as ideias em um grupo devem ser do mesmo tipo e precisam ficar sob um rótulo representado pelo plural de um substantivo. Exemplo: Recomendações.

As ideias, em cada grupo, devem ser colocadas em alguma ordem; entretanto a autora admite apenas quatro possibilidades lógicas:

  1. Dedutivamente (premissa mais importante, premissa complementar e, então, a conclusão).
  2. Cronologicamente (primeiro, segundo, etc.).
  3. Estruturalmente (Araucária, Curitiba, Brasília).
  4. Comparativamente (o mais importante, o segundo mais importante, etc.).

As duas únicas formas lógicas possíveis para estabelecer relações entre ideias são:

  • Dedutiva: se a=b e b=c, portanto a=c

A lógica dedutiva resulta em uma conclusão.

  • Indutiva: sorvete de abacate e sorvete de abacaxi são sorvetes de frutas.

A lógica indutiva resulta em inferência.

A dedução é sequencial, enquanto a indução não.

O nome dos tópicos de um relatório deve ser informativo. Um bloco chamado “descobertas” ou “conclusões” não ajuda o posicionamento do leitor. Uma alternativa aceitável em alguns documentos seria, por exemplo, “Próximos passos”.

As estruturas lógicas devem ser mutuamente exclusivas e coletivamente exaustivas (MECE).

  • Mutuamente exclusiva informa que não há superposição.
  • Coletivamente exaustiva indica que nada fica faltando; tudo foi incluído.

Outras dicas da autora:

  • Se a ideia defendida no texto não fica clara nos primeiros 30 segundos de leitura, o documento deve ser reescrito.
  • A introdução deve resumir apenas o que o leitor já sabe e tem como verdadeiro; deve ser uma história que o leitor já conhece. Deve mais lembrar que informar.
  • Sempre coloque os dados históricos e cronológicos na introdução.
  • Limite os conteúdos, em cada oportunidade, ao máximo de sete (Regra dos Sete), pois nossa capacidade de memorização e concatenação de ideias é limitada.
  • Nunca escreva sobre categorias, mas apenas sobre ideias.
  • Como regra geral, é melhor apresentar a ação desejada (o que o leitor deve fazer) e, depois, explicar as razões, ao menos nos níveis mais altos do documento.
  • Antes de escrever, visualize as ideias na forma de imagens. Isso ajudará a dar clareza ao texto. Uma dica é identificar os substantivos e as relações entre eles.

O livro

Minto, Bárbara. The Pyramid Principle: Logic in writing and thinking. Prentice Hall. 2016. (Em inglês).

Head First – Data analysis

Comentários sobre o livro

É quase um texto didático que aborda a análise de dados e apresenta diversas ferramentas para tornar essa atividade mais prática e eficaz, destacando os princípios fundamentais do trabalho:

  • Mostrar comparações, contrastes e diferenças.
  • Mostrar causalidade, mecanismo, explicações e estrutura sistemática.
  • Mostrar dados multivariados; ou seja, mais de uma ou duas variáveis.
  • Integrar completamente palavras, números, imagens e diagramas.
  • Descrever minuciosamente as evidências.

O texto oferece dicas sobre o uso do Excel e, também (Capítulo 9) uma introdução prática e simples ao software estatístico R, disponível gratuitamente na Internet e um dos mais usados para a análise de dados. O capítulo sobre erros é especialmente útil e didático.

Seguem alguns conceitos apresentados no livro:

  • A visualização dos dados objetiva, na maioria das vezes, facilitar comparações.
  • Como regra geral, o eixo horizontal do gráfico de dispersão representa a variável independente (a variável que imaginamos ser uma causa), e o eixo vertical a variável dependente (que imaginamos ser o efeito).
  • Uma maneira de tornar a visualização multivariada (isto é, com mais de duas variáveis) é colocar vários gráficos de dispersão de duas variáveis próximos uns dos outros, para facilitar a comparação visual.
  • Um aspecto importante da análise de dados é sua consolidação resumida por meio de médias, medianas, etc., com foco no que é importante saber para monitorar ou melhorar o processo.
  • A regressão é uma ferramenta estatística incrivelmente poderosa que, quando usada corretamente, tem a capacidade de ajudar a prever determinados valores.  Quando usada em um experimento controlado, a regressão pode realmente ajudar a prever o futuro.
  • A extrapolação é diferente da interpolação, na qual você está prevendo pontos dentro do seu intervalo de dados e para a qual a regressão é projetada. A interpolação é boa, mas você deve desconfiar da extrapolação.
  • A divisão de dados em grupos é chamada de segmentação, e é útil para usar diferentes modelos preditivos para os subgrupos, resultando em menos erros em todos os modelos.
  • O segredo sujo da análise de dados é que, como analista, você pode gastar mais tempo limpando os dados do que analisando-os.

O livro:

Milton, Michael. Head First: Data Analysis. O’Reilly Media, USA. 2009. ISBN: 978-0-596-15393-9. (em inglês) – Disponível em português: “Use a Cabeça! Análise de Dados”, pela Alta Books.

Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth, and Happiness.

Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth, and Happiness.

Crítica do livro

Escrito por Richard H. Thaler, ganhador do Prêmio Nobel de Economia e Cass R. Sunstein, laureado pelo governo da Noruega pelo uso prático dos conhecimentos acadêmicos, o livro descreve como pequenos cuidados no design das alternativas oferecidas às pessoas podem contribuir para melhores decisões, com ganhos para todos e sem interferência na liberdade individual das pessoas.

Os autores justificam essas ações, ou “nudges”, porque questionam a capacidade das pessoas de fazer boas escolhas, ainda que no interesse delas próprias. Citam que em muitos casos as decisões acabam sendo tomadas pelas pessoas que estruturam os processos, os chamados “arquitetos das decisões“. Isso ocorre, por exemplo, quando são definidos os “defaults”, ou as opções que serão automaticamente adotadas se não forem informadas ou selecionadas outras. Afinal, poucas pessoas se dão ao trabalho de fazer personalizações e ajustes para sua situação particular, seja em um software, seja em um contrato.

Em alguns trechos, como quando discute opções para bolsas de estudos e planos de previdência, o texto fica chato. Mas, no geral, tem exemplos interessantes e agradáveis.

É uma boa leitura para executivos, jornalistas, designers, curiosos e para quem deseja se aprimorar na capacidade de analisar criticamente as situações ou tomar melhores decisões. Deveria ser leitura obrigatória para todo legislador.

Fonte

Thaler, Richard H. e Sunstein, Cass R. Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth, and Happiness. Penguin Books. USA. 2009.

Pense Fora do Quadrado

Capa do livro: Pense Fora do Quadrado.

Comentários sobre o livro

O livro destaca as peculiaridades dos chamados “trabalhadores do conhecimento” que são importantes considerar quando se busca resultados.

Diferentemente dos operários que fazem trabalhos manuais repetitivos, e que têm o efeito de seus esforços facilmente mensurados por número de peças produzidas ou quantidade de clientes servidos, o desempenho dos profissionais que fazem trabalhos intelectuais é de avaliação mais complexa. Eles podem passar várias horas olhando para o espaço, ou lendo um livro de arte que aparentemente não tem qualquer ligação com seu trabalho e, de repente, gerar um resultado significativo para a organização.

Isso porque trabalhadores do conhecimento precisam níveis elevados de expertise, escolaridade ou experiência e seu objetivo principal no trabalho envolve a criação, a distribuição ou a aplicação do conhecimento.

Por conta da necessidade de buscar extrair o melhor destes trabalhadores, Davenport critica o uso do conceito frio de produtividade, defendendo a adoção de termos como “desempenho” e “resultados”, pois entende que abrangem produtividade e qualidade, eficiência e eficácia.

Na opinião dele, qualquer que seja a atividade ou processo empresarial que o trabalhador do conhecimento tente executar, é possível definir o nível de desempenho e resultados em termos de velocidade, custos, ausência de defeitos ou satisfação do cliente. E afirma que o desempenho e os resultados devem ser granulares o suficiente para que possam ser usados como medidas para cada trabalhador do conhecimento, para grupos de uma empresa ou para organizações inteiras.

Como dicas mais práticas, ele destaca:

  • Quase todos os trabalhadores do conhecimento precisam sentir que participaram da definição ou da redefinição de seu trabalho, se tiverem de seguir um novo processo.
  • Quanto mais criativo o trabalho do conhecimento, menos estruturado ele deve ser.

Entretanto, ele não propõe o caos e afirma que “Qualquer esforço para mudar o modo de execução do trabalho necessita de uma dose de ambos: processo – concepção de como o trabalho deverá ser feito – e prática – uma compreensão de como cada funcionário responde ao mundo real do trabalho e executa as tarefas a ele designadas. Para mudar o trabalho do conhecimento com sucesso, é necessário ter uma delicada interação entre processo e prática”.

Em resumo, apesar de antigo, é um livro interessante e útil para quem tem responsabilidade sobre a gestão de processos e profissionais voltados à criatividade, à ruptura e à inovação.

Tornar o trabalhador do conhecimento produtivo será a grande missão da administração deste século, assim como tornar produtiva a mão de obra braçal foi o principal desafio do século passado.  – Peter Drucker

O livro

Davenport, Thomas H. Pense fora do quadrado. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

A Meta – Comentário sobre o livro

Trata-se de um livro de administração, romanceado, escrito pelo físico israelense Eliyahu Goldratt. A história conta as aventuras e desventuras do gerente Alex Rogo para exemplificar, didaticamente, a Teoria das Restrições (TOC, do inglês Theory of Constraints), que tem como ponto principal a identificação dos gargalos, aqueles recursos cuja capacidade é igual ou menor que a demanda desejada deles.

A “receita” proposta por Goldratt é bem simples:

  1. Identificar os gargalos
  2. Decidir como explorar os gargalos
  3. Adequar o restante do sistema à decisão do item 2.
  4. Elevar os gargalos do sistema.
  5. Se, num passo anterior, um gargalo for eliminado, volte ao primeiro passo.

Mas, ao longo da história, ele observa diversos aspectos como inventário, demanda, etc. Observada com algum distanciamento, a Teoria das Restrições atende a pura lógica e é até surpreendente que tenha, nos anos 90, alcançado tanto sucesso. De qualquer modo, é uma leitura agradável e interessante, especialmente para os gestores de processos de produção e de entrega de serviços.

Fonte

Goldratt, Eliyahu e Cox, Jeff. A Meta: um processo de aprimoramento contínuo. Educator. 14ª ed. 2014.