Big Data e o RH

Big data é o termo que descreve o grande volume de dados – estruturados e não estruturados – que não consegue ser tratado pelos softwares tradicionais. Portanto, o termo se refere ao processamento de volumes monstruosos de dados, o que exige máquinas e algoritmos poderosos. Mas, além da quantidade de dados, o Big Data se diferencia pela capacidade de processar dados não estruturados, como os continuamente emanados em grandes quantidades de sensores digitais, dispositivos de gravação de áudio e vídeo, dispositivos de computação móvel, pesquisas na Internet, redes sociais e tecnologias de mídia e assim por diante.

Explicando: nas antigas fichas que o RH tinha de cada colaborador, havia campos preenchidos com informações específicas como nome, data de nascimento, etc. Então uma pesquisa para, por exemplo, saber a idade média dos colaboradores era fácil. Mas essas fichas também tinham um espaço para observações. As análises das informações anotadas ali só podiam ser feitas por humanos, por não estarem “estruturadas” ou em um formato padronizado. A mesma informação poderia ter redações diferentes quando anotada por pessoas diferentes. Por exemplo:

• Teve afastamento pelo INSS por 25 dias.

• Ela tirou licença médica de 25 dias.

• Faltou vinte e cinco dias por motivos de saúde.

As ferramentas de Big Data são capazes de interpretar essas várias redações e entender que se trata da mesma informação.

Embora o termo Big Data seja relativamente novo, o ato de coletar e armazenar grandes quantidades de informações para análises é muito antigo. O conceito ganhou força no começo dos anos 2000, quando o analista Doug Laney articulou a definição atualmente mais aceita do big data em três Vs:

Volume. Organizações coletam dados de fontes variadas, incluindo transações financeiras, mídias sociais e informações de sensores ou dados transmitidos de máquina para máquina. No passado, armazená-los teria sido um problema — mas novas tecnologias (como o Hadoop) aliviaram esse fardo.

Velocidade. Os dados são transmitidos numa velocidade sem precedentes e devem ser tratados em tempo hábil. Etiquetas RFID, sensores e medições inteligentes estão impulsionando a necessidade de lidar com torrentes de dados praticamente em tempo real.

Variedade. Dados são gerados em inúmeros formatos — estruturados (numéricos, em databases tradicionais) e não estruturados (documentos de texto, e-mail, vídeo, áudio, cotações da bolsa e transações financeiras), mas todos têm de ser lidos e interpretados.

O Big Data é a matéria-prima do processo da People Analytics. Serve para obter insights que levam a decisões melhores e ações estratégicas de negócio.

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