Servitização, um neologismo?

Triangulo com icones (pessoa, ferramentas e ideias) nos vértices,

Servitização (servitisation, em inglês), como palavra, ainda não existe nos dicionários brasileiros. Mas é, sem dúvida, uma tendência importante, embora  não tão nova – é citada em textos de marketing desde 1970 – que está ganhando força e não pode ser ignorada.

A Aston Business School em Birmingham, Reino Unido, define servitização como “o processo pelo qual um fabricante muda seu modelo de negócios para fornecer uma solução holística, ajudando o cliente a melhorar sua competitividade, em vez de apenas se envolver em uma única transação de um produto físico”.

Tim Baines, professor de estratégia de operações do grupo de serviços avançados da Aston Business School, destaca que as empresas de sucesso ganham muito dinheiro com a servitização. “A Rolls-Royce obtém de serviços, em média, 50% de sua receita anual”, diz ele.

A Universidade de Warwick, na Inglaterra, já oferece um workshop sobre o assunto, apresentando conceitos, orientações e as implicações da adoção da servitização para as organizações.

Um exemplo brasileiro é a oferta de água tratada feita pela Brastemp. Ao invés de fornecer os purificadores, a empresa vende uma assinatura e, em troca de pagamentos mensais, o cliente recebe o equipamento instalado e todos os serviços de manutenção e substituição necessários. Inovador, não?

Referências:
1. FDi Magazine. August/September 2017. p. 78.
2. The Consultancy Co. https://www.the-consultancy.co.uk/servitisation-again-blog Acesso em 11.09.18.

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