Sistemas de indicadores

Medidas

Há vários formas de estabelecer um sistema de Indicadores. Uma das mais antigas foi sugerida por Juran (Juran, J. M. Planejando para a Qualidade. Editora Pioneira. 1ª edição, 1990.), que a denominou Pirâmide das Unidades de Medida. Depois vieram outras como a Quantum (Hronec, Steven M. Sinais Vitais. Matron Books), Balanced Scorecard (Kaplan, Robert S., Norton, David P. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. Editora Campus. 13ª edição. 1997), Prisma (Neely, Andy et alli. The Performance Prism: The Scorecard for Measuring and Managing Business Success. Prentice Hall. Great Britain. 2002), etc.

Analise e compare, antes de escolher o “teu” sistema.

Obstáculo para um bom ambiente de trabalho

Medidas no RH

Consolidando o aprendizado de muitos anos na busca das melhores empresas para trabalhar, a Great Place to Work GPTW identificou os 7 obstáculos para isso. E o obstáculo 3 é a falta de medição e acompanhamento.

Na análise feita, eles afirmam que os Indicadores não servem apenas para monitorar a produtividade, mas são uma ferramenta útil e indispensável na gestão do capital humano.

Fonte: Jennifer Amozorrutia, junio 2015, 7. Disponível em http://gptwpe.nonprofitsoapbox.com/publicaciones-y-eventos/blogs-y-noticias/1019-7-obstaculos-al-crear-un-gran-lugar-de-trabajo.  Acesso em 7.11.17.

RH Estratégico. O que é? Como medir?

Tornar o RH estratégico é assunto da moda e, acredito, logo será uma questão de sobrevivência.

Pensando em como medir o quanto o RH é estratégico – afinal. medição é o nosso core business – concluímos que o indicador Lucratividade por Empregado ou, de uma forma mais fácil e indireta, Faturamento por Empregado, seria o adequado.

Mas por quê uma medida de produtividade serviria para avaliar a contribuição estratégica do RH? Vamos entender o indicador para, em seguida, listar algumas razões.

A produtividade consiste em maximizar o aproveitamento dos recursos.
Então, a medida mais simples de produtividade é:

Produtividade = Resultados
.                         Recursos

Quando pensamos nas contribuições esperadas das pessoas em uma organização, temos que imaginar que elas terão que – de algum modo – se refletir, direta ou indiretamente, em lucro*. Então, para o caso específico, teríamos:

Produtividade = Lucro
.                          Empregados

Mas, por diversos motivos, as empresas têm restrições em informar seus lucros. Portanto, como de modo geral em uma mesma organização o lucro é aproximadamente proporcional ao faturamento, podemos simplificar para:

Produtividade = Faturamento
.                                 Empregados

Mas, antes que sejamos acusados de querer explorar o trabalhador, cabe esclarecer que, em indicadores expressos por uma relação, podemos ampliar o resultado aumentando o numerador (faturamento) ou reduzindo o denominador (quantidade de empregados).

Embora a tendência, nesses casos, seja mesmo de reduzir a mão de obra necessária às operações, o RH estratégico também pode trabalhar a qualificação das pessoas, por exemplo ampliando a capacidade para inovar, para conseguir maior receita sem aumento da equipe. Logo, obter maior produtividade.

Outro aspecto importante é que não existe RH estratégico que trabalha apenas observando a chamada “área de RH”. É necessário troca de ideias e cooperação com as demais áreas da organização. Aqui o indicador se torna um elemento positivo para a condução do diálogo com as outras áreas.

O gestor de RH deve sentar com cada responsável pelas outras áreas da empresa e buscar identificar o que podem fazer, juntos, para que a relação Faturamento por Empregado cresça, sem esquecer que cabe ao RH zelar para que essas ações sejam feitas de forma ética, saudável e sem prejuízo para a preservação da cultura e do clima organizacional.

Esses diálogos vão esclarecer objetivamente como o RH pode contribuir de forma efetiva para o sucesso da organização e, ainda melhor, o indicador permitirá que se possa medir o progresso.

A verdade é que a métrica não mede apenas a contribuição do RH, pois o investimento em uma nova máquina, por exemplo, também contribuirá para a melhora dos resultados. Mas o RH estará colaborando para que haja gente qualificada para a operação do novo equipamento. A alta direção da organização certamente perceberá que o RH, quando persegue nas ações e nas reuniões uma maior produtividade, expressa pela medida do Faturamento por Empregado, está contribuindo de forma estratégica para o sucesso da organização.

Então, mão a obra. Qual foi a produtividade per capita de sua empresa no ano passado? Qual a contribuição do RH para que este ano seja melhor? ou, ainda mais importante, o que será feito para melhorar o resultado do próximo ano? Sucesso!

* -“É impossível uma pessoa sobreviver se parar de respirar, como é impossível uma empresa sobreviver sem ter lucro. Mas ninguém vive só para respirar, respirar é simplesmente uma necessidade da sobrevivência. Assim também o lucro: nenhuma empresa vive só para ter lucro, o lucro é um instrumento para a sobrevivência da empresa”. – Peter Nadas, em Ética Empresarial.

Compare teus resultados de RH

O fim do ano está chegando e é necessário estabelecer as metas para 2018. Que tal comparar os resultados de sua empresa com outras e definir metas mais consistentes?

Registre-se gratuitamente em www.indicadoresrh.com.br e, após fornecer os dados de sua empresa, gere um relatório comparativo com 12 indicadores de RH de mais de 180 empresas. Dúvidas? Ligue 41 3324-5336 ou atendimento@bachmann.com.br.

A Bachmann & Associados desenvolve, desde 2008, um programa de benchmarking de indicadores de RH, com o apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos ABRH.

Um retrato da gestão de pessoas no Paraná – Parte II

A 9ª edição do Benchmarking Paranaense de RH, um levantamento anual de indicadores clássico de RH produzido pela Bachmann & Associados, em parceria com a ABRH-PR, mostrou uma sensível melhora nos resultados em relação aos anos anteriores.

Os valores alcançados refletem o esforço dos gestores de recursos humanos para superar as dificuldades e manter a competitividade de suas empresas mas também os efeitos da crise econômica que se abateu sobre todos os estados da federação. Embora descrevam a realidade paranaense, os resultados podem servir de referência (benchmarks) para organizações de outras regiões.

Conheça alguns resultados:

Terceirização

O levantamento confirmou que a terceirização é pouco praticada nas empresas paranaenses, provavelmente devido às restrições então impostas pela legislação e à ideia de que se trata apenas de recurso para reduzir despesas e transferir responsabilidades trabalhistas. No geral, os terceirizados corresponderam a pouco menos de 10% do pessoal permanente.

Remuneração variável

Em média, 40,6% dos empregados receberam alguma forma de remuneração variável em 2016. O setor mais avançado neste aspecto é o industrial, com praticamente metade dos empregados (50,6%) tendo esse benefício.

Escolaridade e treinamento

O perfil de escolaridade, como previsto, varia bastante com o segmento de negócio. Os profissionais com maior preparo estão no setor de serviços e a menor exigência de pessoal com nível superior é no comércio. O segmento da educação, como esperado, apresentou o maior percentual de pós-graduados (38,8%).

No geral, em 2016 as organizações investiram 1,1% do tempo de seus empregados em treinamentos (aproximadamente 29 horas por empregado no ano). O mesmo resultado de 2015 e inferior a meta de boa parte das empresas, de 40 horas anuais de treinamento por empregado.

Participação feminina

O levantamento também evidenciou que a participação feminina na força de trabalho se mantém estável nos últimos anos, no nível de 40%, com o setor de serviços apresentando o maior percentual de mulheres (56,2%), enquanto no setor industrial elas representam pouco menos de um quarto das equipes (23,6%).

Taxa de acidentes

Embora 51 organizações (28% da amostra) não tenham reportado qualquer acidente com afastamento, a Taxa de Frequência de Acidentes com Afastamento (TFCA) média em 2016 foi de 7,95 acidentados por milhão de horas trabalhadas. Este valor é o melhor dos últimos cinco anos, embora ainda em um patamar inaceitável pelo custo social e humano que representa.

Veja mais detalhes, inclusive dados setoriais, e os gráficos os demais indicadores no relatório completo https://www.indicadoresrh.com.br/benchmarking/download/?tipo=biblioteca&id=73&file=c523a52587606035c6f427a1db84a5d70493db6e ou compare os resultados de sua empresa fazendo o registro gratuito em www.indicadoresrh.com.br.

Estabeleça metas mais consistentes

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A Bachmann & Associados desenvolve, desde 2008, um programa de benchmarking de indicadores de RH, com o apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos ABRH.

Analisando dados – Uma questão de percepção

As empresas têm um impressionante volume de dados colhidos pelas pessoas ou gerados por sistemas. Esses dados, que nos permitem avaliar como estão o negócio e os processos sob nossa responsabilidade, frequentemente são apresentadas na forma de tabelas, como a exemplificada adiante.

Tabela I – Valores relacionados

x 10.0 8.0 13.0 9.0 11.0 14.0 6.0 4.0 12.0 7.0 5.0
y 7.46 6.77 12.74 7.11 7.81 8.84 6.08 5.39 8.15 6.42 5.73

Nossa tendência é observar tais tabelas e concluir a situação e a tendência dos processos de forma mais ou menos intuitiva. Mas, a realidade é que – como seres humanos – somos muito ruins para interpretar números mostrados em tabelas. Mesmo fazendo uso de ferramentas estatísticas básicas, como média, desvio padrão, etc., estamos sujeitos a graves falhas na interpretação de dados numéricos. Essa realidade foi muito bem demonstrada por Anscombe [1]. Ele criou a seguinte tabela, conhecida como Quarteto de Anscombe.

Tabela II – Quarteto de Anscombe

I II III IV
x y x y x y x y
10.0 8.04 10.0 9.14 10.0 7.46 8.0 6.58
8.0 6.95 8.0 8.14 8.0 6.77 8.0 5.76
13.0 7.58 13.0 8.74 13.0 12.74 8.0 7.71
9.0 8.81 9.0 8.77 9.0 7.11 8.0 8.84
11.0 8.33 11.0 9.26 11.0 7.81 8.0 8.47
14.0 9.96 14.0 8.10 14.0 8.84 8.0 7.04
6.0 7.24 6.0 6.13 6.0 6.08 8.0 5.25
4.0 4.26 4.0 3.10 4.0 5.39 19.0 12.50
12.0 10.84 12.0 9.13 12.0 8.15 8.0 5.56
7.0 4.82 7.0 7.26 7.0 6.42 8.0 7.91
5.0 5.68 5.0 4.74 5.0 5.73 8.0 6.89
Fonte: Wikipedia. https://en.wikipedia.org/wiki/Anscombe%27s_quartet

Curiosamente, as estatísticas calculadas para cada uma das quatro colunas com pares de valores é muito parecida, como segue [2].

Propriedade Valor
Média de x 9 (exato)
Variância de x 11 (exato)
Média de y 7,50 (em até duas casas decimais)
Variância de y 4,125 (+0,003)
Correlação entre x e y 0,816 (em até 3 casas decimais)
Linha de regressão linear em cada caso y=3,00+0,500x (em até 2 e 3 casas decimais, respectivamente)
Coeficiente de determinação da regressão linear 0,67 (em até duas casas decimais)
Fonte: Wikipedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Anscombe%27s_quartet Acesso em 30 Out. 2017.

O surpreendente é que se esses dados forem apresentados graficamente, percebemos que são muito diferentes, o que levaria a interpretações distintas.

Fonte: By Anscombe.svg: SchutzDerivative works of this file:(label using subscripts): Avenue - Anscombe.svg, CC BY-SA 3.0 https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=9838454

É fácil concluir, então, que a forma mais segura de interpretar séries numéricas – o elemento mais comum na gestão de processos – é por meio de gráficos. A riqueza da visualização gráfica permite identificar tendências, outliers e variações com grande precisão, resultando em análises mais consistentes e decisões mais sólidas e confiáveis.

Curiosidade

Conheça também o Datasaurus, uma experiência divertida que mostra vários gráficos (www.autodeskresearch.com/publications/samestats), inclusive a figura de um dinossauro, feitos com conjuntos de dados que têm as mesmas estatísticas.

Referências:

  1. F. J. Anscombe, F. J. Graphs in Statistical Analysis. The American Statistician. Vol. 27, No. 1 (Feb., 1973), pp. 17-21. Disponível em:http://wpage.unina.it/francesco.caracciolo/micro/1/anscombe.pdf Acesso em 30 Out. 2017.
  1. Wikipedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Anscombe%27s_quartet Acesso em 30 Out. 2017.

Benchmarking Online – Emitir relatórios

O Benchmarking Online de Indicadores de RH oferece vários relatórios comparativos.

Para emitir os relatórios:

  1. Acesse o site www.indicadoresrh.com.br.
  2. Faça login, usando o CPF e a senha usados no registro.                                     Caso não lembre a senha, pode ser pedida outra na própria tela.
  3. Clique no link “Relatórios” (menu da esquerda).
  4. Selecione o relatório desejado.
    • Relatório Padrão – Apresenta os resultados de todos os indicadores e inclui todas as empresas da amostra. A escolha do ano pode ser feita clicando nos botões superiores (o ano escolhido aparece em dourado).
    • Relatório Personalizado* – Permite a escolha das empresas que serão incluídas, por meio de filtros como: setor, segmento, porte, região, estado ou município, além dos indicadores que serão apresentados. A escolha do ano pode ser feita clicando nos botões superiores.
    • Relatório Histórico* – Também permite a escolha da amostra por meio de filtros e apresenta os resultados dos últimos cinco anos.
  5. Clique na aba “Resultados” e escolha o indicador que deseja ver. Nos relatórios Padrão e Personalizado, a empresa do Usuário aparece destacada nos gráficos com um ponto (●) sob a barra correspondente. No Relatório Histórico, os resultados da empresa são mostrados por meio de barras avermelhadas, ao lado daquelas da média do segmento.

Observações:

  • Caso deseje, pode gerar um relatório em pdf, clicando no botão vermelho existente na parte superior da tela.
  • A geração dos relatórios é demorada (cerca de 20 segundos que parecem uma eternidade!); mas, espere um pouco que dá certo. Estamos trabalhando para melhorar.
  • Relatórios prontos, inclusive de anos anteriores, podem ser encontrados pelo link “Recursos” da homepage ou, se estiver logado, no link “Conteúdos” do menu da esquerda.
  • Não são mostrados grupos com menos de 4 ou 5 empresas, para preservar o sigilo.

* – Relatórios exclusivos para assinantes dos planos pagos; são esses pagamentos que permitem a continuidade do Benchmarking Online de RH. Mas, os valores são anuais e bem razoáveis.

Caso tenha dúvidas, envie um e-mail para indicadoresrh@bachmann.com.br.

Benchmarking Online – Fornecer os dados

Para comparar os resultados de tua organização com outras para identificar pontos fracos ou como referência para estabelecer metas mais ousadas, mas dentro da realidade do segmento e da região, basta seguir a receita:

  1. Acesse o site www.indicadoresrh.com.br.
  2. Faça login, usando o CPF e a senha usados no registro.                                     Caso não lembre a senha, pode ser pedida substituição na própria tela.
  3. Clique no link “Formulários” (menu da esquerda).
  4. Corrija ou confirme os dados de contato e da empresa nos passos 1 e 2, clicando em “Avançar”.
  5. Forneça os dados de todo o ano de 2019 no passo 3.
  6. Veja os resultados dos indicadores calculados e clique em “Avançar”.
  7. Verifique e confirme os dados informados e clique em “Enviar”, finalizando essa etapa.

Agora você já pode emitir os relatórios comparativos oferecidos pelo BenchOnline.