Reduzindo o Absenteísmo

Faltantes

A preocupação com a falta dos funcionários é constante no Hospital Santa Cruz, de Curitiba PR, segundo Chrystian Renan Barcelos, gerente de pessoas e processos. Com 680 colaboradores, o hospital conseguiu diminuir em 10% sua taxa de absenteísmo através de algumas mudanças na empresa. “Nossos critérios de promoção levam em conta essa questão de ausências. A pessoa com menor índice de faltas e atrasos tem preferência para ser promovida ou assumir um cargo de liderança”, afirma.

O hospital também oferece curso de inglês com subsídio de parte da mensalidade, mas somente para quem não ultrapassar o limite de faltas.

Fonte: http://edinalvaap2.blogspot.com.br Acesso em 24.02.16.

Risco de Giz

Risco de Giz

Charles Schwab, um pioneiro da indústria do aço nos Estados Unidos, tinha uma aciaria cuja equipe não conseguia produzir o programado. Ele não entendia como uma unidade com um gerente capaz não conseguia obter resultado. O gerente justificou que já havia tentado tudo, de ações de incentivo à ameaças, mas sem sucesso.

Como a conversa com o gerente ocorreu na própria usina, pouco antes do início do turno da noite, Schwab consultou um capataz e soube que aquele turno havia produzido seis bateladas. Sem qualquer comentário, usando um pedaço de giz, ele anotou um grande número seis no piso e saiu.

Quando o pessoal da equipe noturna chegou e viu o número marcado no chão, perguntou seu significado. Na manhã seguinte, andando pela fábrica, Schwab notou que o turno da noite havia apagado o seis e anotado um grande número sete. A equipe do dia, sentindo-se desafiada e entusiasmada, deixou um grande 10 marcado ao final do turno. Logo, a usina problemática se tornou uma das melhores.

De forma simples, rápida, barata e poderosa, Schwab improvisou um painel que permitia aos trabalhadores observarem seu próprio desempenho.

Tornar os resultados mais visíveis para mais pessoas garante mais discussão sobre o que traz sucesso ou não. Rankings e painéis com resultados são uma forma muito eficaz de motivar e promover envolvimento.

Adaptado de “Why Keeping Score Is the Best Way To Get Ahead”. Disponível em: http://blogs.hbr.org/schrage/2010/05/charles-schwab-the-pioneering.html Acesso em 28.08.13.

 

Absenteísmo – Uma boa prática

Absenteísmo

O TransBank concede 20 horas anuais para os colaboradores resolverem problemas pessoais. Devido a essa e outras boas práticas de RH, o banco tem um absenteísmo anual de 1,5%, ante 15% no setor*.

Essa abordagem permite que o empregado faça uma melhor gestão do tempo. Assim, ao invés de usar um “atestado” e faltar um dia, ele faz uso do período necessário para uma consulta ou exame, por exemplo. A relação de confiança também traz benefícios para a empresa.

Fonte: * – HSM Management. Set-out 2013. p. 131.

Reduzindo a Rotatividade – Uma prática que deu certo

turnover-blogPara superar a rotatividade elevada comum às áreas de atendimento (call centers), a AeC criou quatro gerências de RH. Cada uma voltada para um público específico, associado ao momento do empregado na empresa. As gerências são: uma para a Entrada; uma para Permanência e Renovação; uma para o RH Administrativo: é outra para atender exclusivamente os executivos da empresa (gerentes, diretores, etc.). Esse formato permite acompanhar o colaborador em todas as etapas na empresa.
Fonte: Revista Melhor. Nº 305. 2013. pp. 48-50.

Meta? Que meta?

Pesquisa da FranklinCovey apontou que apenas 51% dos entrevistados sabem quais são suas metas. Desses 51% que dizem ter conhecimento das metas, 85% não souberam descrevê-las. 87% das pessoas não sabem como aplicá-las e 81% não tem acompanhamento mensal com os líderes sobre como está o placar das metas ou não são responsabilizados pelo seu progresso no mês. Por fim, 49% da equipe não está envolvida emocionalmente com sua meta, ou seja, quase metade apenas se deixa levar pelo acontecimentos.

Fonte: Informe Publicitário da FranklinCovey. Revista HSM Management. n°103. Março/abril 2014. p. 79.

Relatórios de Sustentabilidade – ainda não são comuns

Em janeiro de 2013, as empresas da América Latina foram responsáveis por apenas 11% dos relatórios de sustentabilidade elaborados com os padrões GRI (Global Reporting Initiative), os mais usados e reconhecidos internacionalmente. O número exato: 1406 empresas. Dos mais de 12 mil relatórios reunidos pelo banco de dados da GRI, a maioria é européia.

Há mais de 15 anos, a GRI, respeitada organização não governamental holandesa, desenvolve critérios de aplicação para medir a sustentabilidade corporativa nas áreas econômicas, ambiental e social e realizar relatórios periódicos com os resultados.

Quantidade de relatórios de sustentabilidade da GRI por região

  • Europa 5416
  • Ásia 2627
  • América do Norte 1827
  • América Latina 1406 (595 no Brasil)
  • África 669
  • Oceania 642

Fonte: Revista HSM Management. maio-junho 2013. p. 15.

Gerenciando o clima organizacional

Na gestão dos recursos humanos, é conveniente saber que a geração de expectativas influencia significativamente o clima organizacional. Não podemos, com facilidade, oferecer muitos benefícios mas podemos gerenciar a criação de expectativas não realistas, por meio de uma comunicação transparente e honesta.

Isto pode ser melhor compreendido por meio da “equação da felicidade”, apresentada por Chip Conley (www.ted.com/talks/podtv/id/889). Ele explica que a felicidade é maior quando as pessoas “desejam aquilo que têm” e menor quando as pessoas buscam “ter aquilo que desejam”. Assim:

Felicidade =  Desejar o que tem

Ter o que deseja

Para pensar (e comparar com a prática na empresa)

Em seu livro Enough!, Jack Bogle (fundador do grupo Vanguard), citando o pesquisador Daniel Yankelovich, descreve a realidade de muitas organizações no uso de indicadores:

– A primeira etapa consiste em medir o que pode ser facilmente medido. Isso é bom, na medida do possível.

– O segundo passo é desconsiderar o que não pode ser medido, ou dar-lhe um valor quantitativo arbitrário. Isso é artificial e enganador.

– O terceiro passo é presumir que o que não pode ser medido não é muito importante. Isso é cegueira.

– O quarto passo é dizer que o que não pode ser medido não existe. Isso é suicídio.

Fonte: Texto postado por Tom Peters no Twitter, em 26.06.12.

Quando usar consultorias?

O uso de uma terceira parte (consultor ou empresa de consultoria) para benchmarking deve ser decidido com base nas seguintes vantagens:

  • Permite manter sigilo sobre as fontes; os relatórios produzidos normalmente apresentam os resultados codificados (blind report), para prevenir a identificação das fontes, mas permitindo uma visão geral do ambiente.
  • Reduz o trabalho da equipe própria, que pode se concentrar na análise dos resultados e no esforço de implementação das ideias e práticas obtidas.
  • Em muitos casos, permite o acesso a informações sensíveis que, de outro modo, não seriam disponibilizadas.
  • Oferece maior padronização das informações fornecidas pelas diversas empresas, permitindo sua comparação de forma mais segura.

Desfazem-se os mitos

Com base em pesquisas, Robert Levering, fundador do GPTW, definiu que um bom lugar para trabalhar tem, para a maioria das pessoas, três aspectos-chave:

  • Uma boa relação de confiança com seu chefe imediato.
  • Bom relacionamento com os colegas; acreditam que estão em um ambiente colaborativo, com um bom clima.
  • Orgulho do que fazem, ou seja, veem significado em seu trabalho e se identificam com a organização.

Ruy Shiozawa também desfaz outro mito: “As mais bem classificadas não são as empresas onde as pessoas trabalham pouco, e sim as que têm metas e processos rigorosos. Sabe por quê? As pessoas se sentem mais comprometidas quando percebem que há rigor na empresa”.

Fonte: Revista HSM Management. Maio-junho 2012. p. 126.