Ponderação de indicadores

Desenho de um homem com barba "montando" um gráfico de pizza em que cada fatia tem uma altura diferente.
Dando pesos às diferentes influências

A adoção de pesos para os diferentes fatores ou parcelas que compõe um indicador agregado é uma ação subjetiva que insere informações adicionais no resultado.

Geralmente os fatores de ponderação resultam da intuição, julgamento, experiência, benchmarking, características de liderança e compromissos políticos de quem projeta o indicador.

De modo geral, isso dificulta a análise e a interpretação da métrica pois, na prática, o analista acaba tentando, intuitivamente, identificar os valores individuais e a importância de cada um dos componentes, para saber onde deve agir visando à melhoria do resultado.

Resumindo, o uso de pesos na construção de indicadores agregados não é, em princípio, uma boa prática.

Na prática, o fator de ponderação é uma mistura de intuição, julgamento, experiência, benchmarking, características de liderança e compromisso político. – Lim Teik Han

Post de 30.03.20, atualizado em 23.02.22.

Decisões gerenciais – Velocidade é importante?

Imagem de Web Donut por Pixabay 

 

Na gestão, a análise bem-feita é mais importante que o acesso rápido às informações.

Enquanto o Neymar tem milésimos de segundo para decidir o que fazer com uma bola recebida, o gestor tem mais flexibilidade de tempo. Assim, deve privilegiar a análise para obter uma boa decisão. Nas decisões gerenciais, o tempo não é a variável mais relevante e raramente a disponibilidade de informações em tempo real é o mais importante.

Na verdade, pode até ser prejudicial, pois novas informações funcionam como elementos de distração, quando o administrador deveria estar concentrado nas ações de melhoria decididas na análise anterior. Separar as etapas de estabelecer a meta, planejar como alcançá-la, agir para que o planejado seja executado e, finalmente, avaliar a qualidade do plano e da execução comparando o resultado e a meta, é a essência da boa administração.

Isso fica mais claro se entendermos o processo de gestão que, embora possa ser feito de diversos modos, em essência é sintetizado pelo PDCA. Exemplificando: O gestor recebe informação sobre a taxa de inadimplência e, comparando com a meta ou a expectativa, conclui que está elevada. A partir dessa constatação, ele define um Plano de Ações para melhorar o resultado. Por alguns dias, é mais importante que ele se concentre na execução do plano do que tentar ver o efeito que, de modo geral, só pode ser identificado em medidas sobre períodos mais longos, como um mês. No mês seguinte ele observa o resultado e sabe se as ações tomadas foram efetivas ou se o Plano de Ações deve ser ajustado. Durante esse período, observar as variações da inadimplência a cada dia não contribui para a melhora dos resultados e, na prática, torna-se um elemento de perturbação e de perda de tempo.

Então, respondendo à pergunta do título: Velocidade é sim importante na decisão gerencial, mas a qualidade da análise é muito mais.

Tenho o resultado. E agora?

O valor isolado de um indicador tem pouca ou nenhuma utilidade. Na prática, o beneficio depende de uma de três alternativas:

  1. Sua comparação com uma meta.

A comparação do resultado de um indicador com uma meta estabelecida permite determinar a diferença entre o resultado obtido e o desejado. Essa diferença normalmente é conhecida como desvio ou gap de desempenho.

2. Sua comparação com valores históricos.

A comparação com os valores que o mesmo indicador alcançou anteriormente permite avaliar se os resultados estão melhorando, assim como a tendência de redução, crescimento ou estabilidade. Esta informação é importante para uma avaliação da eficácia das ações tomadas.

3. Sua comparação com algum referencial de excelência.

A comparação dos resultados com referenciais de excelência (benchmarks) é útil para identificar oportunidades de melhoria.

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