Estatísticas versus Indicadores

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Na gestão de RH são geradas diversas estatísticas que descrevem o conjunto dos empregados, como:

  • Idade média
  • Tempo na empresa
  • Escolaridade
  • Gênero, etc.

Estes parâmetros são úteis, mas não devem ser confundidos com indicadores. Indicadores são variáveis para as quais são estabelecidos objetivos (metas) que, uma vez alcançados, trarão algum benefício ao negócio. Assim, se o percentual de mulheres na equipe é pequeno e acredita-se que uma maior participação feminina trará uma vantagem competitiva, então pode ser estabelecida a meta de, por exemplo, contar com um mínimo de 30% de mulheres até o final do próximo ano. Desse modo, o Percentual de Mulheres passa a ser um indicador ao qual deve ser associado um Plano de Ações que descreve o que será feito para que a meta seja alcançada. Também deve ser planejada uma sistemática de verificação periódica (análise crítica), para que os gestores possam acompanhar o progresso e identificar eventuais necessidades de ajustes.

Não é que o R$1,99 funciona?

Nossas decisões não são tão racionais como supomos. Entender como os clientes pensam ou reagem a determinadas informações pode trazer benefícios para o negócio.

O truque funciona

O expediente parece tão simples e todo mundo conhece. Um estudo feito nos Estados Unidos comprovou que o consumidor de fato se sente beneficiado diante do falso desconto do nove – aquele usado nas lojas para vender produtos a 4,99 ou 9,99 reais.

A pesquisa concluiu que a estratégia funciona não apenas para valores quebrados nos centavos, mas também para preços inteiros terminados em nove, como 39 ou 49.

Como a pesquisa foi feita

Os pesquisadores americanos produziram e distribuíram três versões de um mesmo catálogo de produtos, com o detalhe de que um dos itens apresentava, em cada versão do prospecto, preço diferente (44, 49 e 54 dólares). O resultado foi que os “clientes” que receberam o catálogo com o preço de 49 dólares fizeram 50% mais pedidos do produto.

Reflexão

Em teu negócio os preços são apresentados racionalmente, de forma arredondada, ou faz uso da psicologia e usam a regra do falso desconto, como os valores terminando em nove?

Nota: Texto reproduzido da Revista Veja, 19 de janeiro de 2000. p. 126.

POST160527 de mai/16, revisado em jun/24

Tenho o resultado. E agora?

O valor isolado de um indicador tem pouca ou nenhuma utilidade. Na prática, o benefício depende de uma de três alternativas:

  1. Sua comparação com uma meta.

A comparação do resultado de um indicador com uma meta estabelecida permite determinar a diferença entre a performance obtida e o pretendida ou desejada. Essa diferença, conhecida como desvio ou gap de desempenho, orienta sobre a necessidade de alguma ação ou ajuste.

  1. Sua comparação com valores históricos.

A comparação com os valores que o mesmo indicador alcançou em momentos anteriores (baseline) permite avaliar se está havendo uma melhora nos resultados e se a tendência é de redução, crescimento ou estabilidade. Esta informação é importante para identificar algum problema e permitir uma avaliação da eficácia das ações tomadas anteriormente.

  1. Sua comparação com algum referencial de excelência.

A comparação dos resultados da métrica com referenciais de excelência (benchmarks) é útil por identificar gaps que representam oportunidades de melhoria.

Deixe sua opinião nos comentários ou nos mande um e-mail: blogrh@bachmann.com.br

Post de mai/16 atualizado em abr/24

A Falácia de Mc Namara

imagesA primeira etapa é medir qualquer coisa que possa ser facilmente medida.

A segunda etapa é abandonar o que não pode ser medido ou dar ao que não pode ser medido um valor quantitativo arbitrário.

A terceira etapa é presumir que o que não pode ser medido com facilidade na realidade não pode ser muito importante.

A quarta etapa é afirmar que o que não pode facilmente ser medido, na realidade não existe.

Daniel Yankelovitch 1994.

Boas práticas – Pessoas com Deficiência

PCD

A TBA adota uma meta mensal de entrevistas de deficientes, para aumentar a inclusão ao máximo [1].

O Programa Unilever de Indicação de Pessoas com Deficiência é um plano alternativo ao programa de recrutamento convencional. Nele, os funcionários podem indicar pessoas com deficiência física para trabalhar na companhia, com o objetivo de mobilizar os funcionários sobre o tema [2].

Fontes:

[1] – Revista Melhor – Gestão de Pessoas. Agosto de 2011. p. 142.

[2] – Revista Melhor – Gestão de pessoas. Setembro de 2014. p. 35.

Reduzindo o Absenteísmo

Faltantes

A preocupação com a falta dos funcionários é constante no Hospital Santa Cruz, de Curitiba PR, segundo Chrystian Renan Barcelos, gerente de pessoas e processos. Com 680 colaboradores, o hospital conseguiu diminuir em 10% sua taxa de absenteísmo através de algumas mudanças na empresa. “Nossos critérios de promoção levam em conta essa questão de ausências. A pessoa com menor índice de faltas e atrasos tem preferência para ser promovida ou assumir um cargo de liderança”, afirma.

O hospital também oferece curso de inglês com subsídio de parte da mensalidade, mas somente para quem não ultrapassar o limite de faltas.

Fonte: http://edinalvaap2.blogspot.com.br Acesso em 24.02.16.

Saiba como usar indicadores para melhorar resultados na gestão de pessoas

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A B&A está lançando a 5ª turma do curso “Indicadores de RH como Ferramenta de Gestão”.

O curso apresenta os indicadores como ferramenta de apoio à gestão de recursos humanos, esclarece os conceitos envolvidos nas métricas clássicas de RH, como: rotatividade, absenteísmo, retenção, etc. e destaca os cuidados na análise e no uso prático das métricas.

Público alvo:

Profissionais de gestão de recursos humanos que desejam conhecer e usar indicadores em seu trabalho.

Data e local

9 de junho de 2016 (quinta-feira) na Sala ABC da AmCham, em Curitiba.

Inscreva-se: Formulário de inscrição

Saiba mais:  www.bachmann.com.br/website/documents/FolderCIRH05f.pdf ou              41 3324-5336

Risco de Giz

Risco de Giz

Charles Schwab, um pioneiro da indústria do aço nos Estados Unidos, tinha uma aciaria cuja equipe não conseguia produzir o programado. Ele não entendia como uma unidade com um gerente capaz não conseguia obter resultado. O gerente justificou que já havia tentado tudo, de ações de incentivo à ameaças, mas sem sucesso.

Como a conversa com o gerente ocorreu na própria usina, pouco antes do início do turno da noite, Schwab consultou um capataz e soube que aquele turno havia produzido seis bateladas. Sem qualquer comentário, usando um pedaço de giz, ele anotou um grande número seis no piso e saiu.

Quando o pessoal da equipe noturna chegou e viu o número marcado no chão, perguntou seu significado. Na manhã seguinte, andando pela fábrica, Schwab notou que o turno da noite havia apagado o seis e anotado um grande número sete. A equipe do dia, sentindo-se desafiada e entusiasmada, deixou um grande 10 marcado ao final do turno. Logo, a usina problemática se tornou uma das melhores.

De forma simples, rápida, barata e poderosa, Schwab improvisou um painel que permitia aos trabalhadores observarem seu próprio desempenho.

Tornar os resultados mais visíveis para mais pessoas garante mais discussão sobre o que traz sucesso ou não. Rankings e painéis com resultados são uma forma muito eficaz de motivar e promover envolvimento.

Adaptado de “Why Keeping Score Is the Best Way To Get Ahead”. Disponível em: http://blogs.hbr.org/schrage/2010/05/charles-schwab-the-pioneering.html Acesso em 28.08.13.

 

Absenteísmo – Uma boa prática

Absenteísmo

O TransBank concede 20 horas anuais para os colaboradores resolverem problemas pessoais. Devido a essa e outras boas práticas de RH, o banco tem um absenteísmo anual de 1,5%, ante 15% no setor*.

Essa abordagem permite que o empregado faça uma melhor gestão do tempo. Assim, ao invés de usar um “atestado” e faltar um dia, ele faz uso do período necessário para uma consulta ou exame, por exemplo. A relação de confiança também traz benefícios para a empresa.

Fonte: * – HSM Management. Set-out 2013. p. 131.